Chegaste tão primavera que o chão se derramava,
rogando flores aos teus pés. Chegaste tão docemente que a terra
lhe beijava a fronte tal qual o faz à semente.
Chegaste tão infinito que o universo curvou-se à tua beleza
chegaste tão luminoso que estrelas roubar-te tentavam o brilho .
Não temas este toque de amanhar. É que no teu corpo onde quero me plantar
É em alma tua é que desejo me abrigar.Guarda a este cansado viajante
um espaço entre teus caniços lago pueril onde possa enfim descansar
este eremita de pés cansados e alma vazia
que só caminha e caminha e nem sabe vai repousar .
Paulo Soll

Um comentário:
Eu to pedindo a tua mão e um pouquinho do braço... migalhas dormidas do teu pão... pequenas porções de ilusão...
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