terça-feira, julho 22, 2008



PECADO E CASTIGO
Perdas e Danos é um filme tipicamente europeu, com closes e olhares que se pretendem muito significativos, silêncios que se pretendem eloquentes, passagens de cenas com lentos desfoques que devem funcionar como convites à reflexão. No entanto, o roteiro é previsível: um caso de adultério entre um cavalheiro bem casado e a noiva de seu filho, com desgraça e castigo para os adúlteros.
O diretor é o famoso Louis Malle, mas o filme parece dirigido por um diretor automático, como os aviões têm piloto automático. Nada que não seja previsível e usual, mesmo as relações sexuais. O roteiro as planejou para serem perturbadoras, mas a filmagem as apresenta como se fossem casuais, quase nunca na cama e até na rua, como aliás já vimos em Sete Semanas e Meia de Amor. Mas, neste, havia o dinamismo de Hollywood, que incrementa de ação mesmo os filmes de amor.
Os fãs de Jeromy Irons deverão gostar, mesmo que o ator também fique tolhido pela semsaborice da direção.
É um filme feito para ser perturbados, mas, ao final de Perdas e Danos, ficamos nos perguntando o que foi que ganhamos. Para quem gosta de tudo que é pretensamente de bom gosto, como filme de Louis Malle, deve ser bom.

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